sexta-feira, setembro 21, 2007

O problema do Brasil é o brasileiro, diz Lula



Lula aponta 'pessimismo' dos brasileiros como problema do País'. Sempre que acontece uma coisa boa, nós ficamos procurando uma ruim para justificar', diz presidente.
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira, 20, o "pessimismo" dos brasileiros e afirmou que a imagem que se tem do País lá fora é melhor do que a que se tem aqui dentro. "Se nós não falarmos bem de nós mesmos, os outros não falarão", completou. As declarações foram feitas durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto. Lula disse ter feito tais reflexões após a viagem que fez à Europa, de onde voltou na última segunda-feira. "Eu fiquei meditando porque aqui, no Brasil, muitas vezes nós trabalhamos com pessimismo e não conseguimos, dentro de nós mesmos, ter uma visão do Brasil tal como ele é, tal como as coisas acontecem. E sempre que acontece uma coisa boa, nós ficamos procurando uma ruim para ficar justificando o nosso discurso. É uma coisa interessante", afirmou.E continuou: "O que chamou a minha atenção nesta viagem é que muitas vezes a gente fica no Brasil acompanhando as coisas do Brasil pelo Brasil, e nós vamos perdendo dimensão do que o Brasil está construindo de expectativa e de perspectiva no mundo. Eu diria que é impressionante a imagem que o Brasil construiu lá fora."Para o presidente algo tem que mudar. "Mudar no comportamento do governo, mudar no comportamento dos sindicalistas, mudar no comportamento dos empresários, mudar no comportamento da imprensa", afirmou.
Segundo ele, no País, agimos muitas vezes "como se tivéssemos que prestar contas a alguém". "Eu voltei convencido de que o Brasil não pode aceitar os discursos que nós fazemos diminuindo o Brasil, nem tampouco os discursos de algumas pessoas que tentam criar dificuldades para o Brasil", disse.


"(...)o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção; porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse introduz necessariamente o domínio de um sobre os outros. E é precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica, tem que ser radicalmente destruído." (Papa Pio XI - Trecho de "Divini Redemptoris")

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